Ambiente

FALTA DE COMUNICAÇÃO AINDA PROVOCA “DESASTRES”
 
 
Recentemente, num programa de televisão, Tom Peters, do alto de sua maturidade e de sua grande sabedoria, sentenciou que as empresas têm 3 grandes problemas:
  • 1º. Comunicação
  • 2º. Comunicação
  • 3º. Comunicação
Neste comentário simples e genial, o mestre dá uma noção da importância da comunicação nas empresas e o estrago que a falta ou deficiência dela pode causar.
Nas pesquisas de clima organizacional, os colaboradores, em geral, não reclamam dos baixos salários ou das condições de trabalho. Via de regra, a insatisfação reside na maneira como são tratadas pelos seus superiores, na falta de feedback, na ausência de reconhecimento e elogios, na impossibilidade de participar e dar sugestões sobre as decisões que afetam o seu trabalho, no relacionamento com os demais colegas, enfim, todos fatores comportamentais, que prejudicam o ambiente de trabalho, desmotivam os colaboradores e causam prejuízos financeiros e imateriais para as empresas.
O mais incrível de tudo isso é que as pessoas não têm a oportunidade ou ficam com medo de falar sobre como elas se sentem no trabalho e, assim, as falhas continuam ocorrendo indefinidamente. Outra vez, é a falta de comunicação provocando efeitos indesejáveis para a empresa.
O clima organizacional é o cenário, o ambiente onde as pessoas vão exercer os seus talentos. Se o ambiente for ruim, os resultados também serão. Portanto, um ambiente equilibrado é essencial para o sucesso do negócio. Daniel Goleman, o grande precursor da teoria da inteligência emocional, nos conta que, nos anos 70, na América do Norte, um avião de passageiros caiu e matou mais de 100 passageiros. Examinando as caixas pretas, os peritos ficaram surpresos, pois os indicadores demonstravam que o avião estava completamente fora da rota. Mas o inacreditável é que ninguém conversou sobre isso na cabine, antes do acidente. O avião estava pra cair, mas ninguém disse nada. E a razão era catastroficamente simples: o ambiente da tripulação era péssimo, comandante e co-pilotos não se falavam e o resultado foi que ninguém conversou sobre o erro da rota e 116 pessoas morreram por causa disso. Guardando-se as proporções, tem muita gente “morrendo” nas empresas, muitos “aviões caindo” por causa do ambiente de trabalho e da falta de comunicação.
A comunicação é imprescindível e vital nas empresas. É papel preponderante do líder estar sempre em contato com sua equipe, ouvindo sugestões e críticas, dando e recebendo feedbacks, promovendo “brainstorms” para melhorias, falando sobre a missão e a visão da empresa, os objetivos do setor, o que cada um pode esperar da empresa e o que a empresa espera de cada um.
Desde a década de 50, Chacrinha já nos alertava que “quem não se comunica se estrumbica”; entretanto, a julgar pelos “desastres” que continuam acontecendo, parece que a maioria de nós ainda não aprendeu com Tom Peters, nem ouviu o conselho do “Velho Guerreiro”.
 
 
Stewalter Soares Moraes, contabilista, administrador de empresas, pós-graduado em Gestão de Pessoas pela FAAP, diretor de Recursos Humanos da ACE-Guarulhos – Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos, e diretor da Shamar – Consultoria em Recursos Humanos.
 
 
AMBIENTE INTERNO DAS EMPRESAS: O QUE VOCÊ NÃO VÊ FAZ AQUILO QUE VOCÊ VÊ
 
E é verdade. O ambiente interno das empresas é influenciado essencialmente pelo intangível, aquilo não se poder ver ou tocar.
 
Quero dizer que, embora fatores como condições de trabalho, salários e benefícios, máquinas e equipamentos, se não estiverem adequados, contribuem para a desestabilização do clima organizacional, nem se comparam à verdadeira destruição que os aspectos comportamentais podem causar à empresa.
 
Lideranças despreparadas, falta de cooperação e companheirismo, falta de liberdade para participação, sugestões e críticas dos colaboradores, comunicações truncadas, etc., são alguns aspectos do comportamento das pessoas que mais prejudicam a formação de um ambiente comprometido e produtivo.
 
E as conseqüências são facilmente perceptíveis: faltas e atrasos, afastamentos por doença, baixa produtividade, má qualidade dos produtos e serviços, rotatividade da mão-de-obra, reclamações de clientes, prejuízos, etc.
 
Para eliminar todos esses sintomas não basta a adoção de medidas que mexam apenas com a estrutura organizacional e operacional da empresa. É imprescindível trabalhar com as pessoas, ouvi-las, envolvê-las na apresentação de sugestões e no desenvolvimento de soluções. O nome do jogo é participação e envolvimento.
 
A primeira medida concreta seria o Levantamento do Clima Organizacional, por um profissional especializado em Recursos Humanos, para se conhecer os reais motivos dos problemas da empresa. Como frisei, na maioria das vezes, as condições de trabalho nem de longe são as causas mais importantes. 
 
Portanto, as mudanças na empresa só se tornarão concretas quando as causas abstratas forem identificadas e devidamente trabalhadas. É ver para crer.                            
 
 
Stewalter Soares Moraes, administrador de empresas, pós-graduado em Gestão de Pessoas, Consultor em Recursos Humanos.
 
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