Motivação

 O TRABALHO COMO FONTE DE ALEGRIA E AUTO REALIZAÇÃO
 
  A palavra “trabalho” tem sua origem no vocábulo latino “tripaliu”, que denominava um instrumento de tortura usado pelos antigos romanos. Por outro lado, em algumas religiões, o trabalho está associado a um castigo divino, aplicado ao ser humano por causa de sua desobediência. Ao longo da História, encontramos episódios em que homens escravizavam outros homens, obrigando-os a trabalhos forçados e em condições desumanas.
  Seja como for, fica claro que, em algumas culturas, inclusive na nossa, o trabalho está relacionado com castigo, tortura e serviços forçados.
E isso está tão arraigado ao imaginário coletivo que é comum as pessoas dizerem que se ficassem ricas seria maravilhoso, pois nunca mais teriam que trabalhar. Ou ainda que fulano que é esperto, pois ganha sem fazer nada, e outras frases do gênero.
Concordo que em algumas empresas, o clima é tão pesado e ruim que realmente é um castigo trabalhar. Muitas vezes, chefias arrogantes e despreparadas, que continuam vivendo na época do “faça o que eu mando e não faça o que eu faço”, ou “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, oprimem e humilham seus colaboradores, como faziam os antigos capatazes nas senzalas.
  Entretanto, cabe a cada um de nós romper com este modelo mental distorcido e equivocado. É papel fundamental das empresas desenvolver e motivar seus colaboradores, para que sintam prazer pelo que fazem, aprendam a trabalhar em equipe e sejam reconhecidos pelos resultados alcançados, mesmo que seja apenas com elogios e agradecimentos.
  Na família, os pais precisam enaltecer o valor do trabalho honesto e as conquistas advindas do esforço pessoal, através dos estudos, da aplicação e do bom desempenho.
  Acima de tudo, a valorização do trabalho vai ocorrer quando cada colaborador, independente de seu nível hierárquico, do presidente da empresa ao aprendiz, assumir o comportamento de excelência, o compromisso de dar o melhor de si, de superar as expectativas de seu desempenho. Quem diz que trabalha pouco porque ganha pouco, nunca vai receber mais do que merece.
  E o que dizer dos voluntários que trabalham por amor ao próximo, sem qualquer retribuição financeira, nas ongs, entidades filantrópicas, clubes de serviços, etc. Contam que um empresário, em visita à Madre Tereza de Calcutá, presenciou-a banhando uma pessoa doente em seu leito e teria dito que por nenhum dinheiro no mundo ele teria coragem de fazer coisa semelhante, ao que a doce madre lhe disse “Eu também não, por dinheiro nenhum ...” e continuou realizando o seu trabalho de amor ao próximo.
Marco Aurélio Viana, consultor e conferencista, costuma dizer, contrariando alguns dogmas religiosos, que Deus não castigou o ser humano com o trabalho. Pelo contrário, foi um presente. Na verdade, Deus terceirizou a criação. Foi a primeira franquia que se tem notícia na humanidade. Assim, o trabalho é a forma de nos aproximarmos de Deus, de criar, de viver do próprio sustento, de transformar o meio em que vivemos. Ao invés de nos fazer depender eternamente das benesses celestiais do Jardim do Éden, o Criador nos concedeu a liberdade e a auto-suficiência para trabalhar, construir e conquistar os nossos objetivos.
  Portanto, parabéns a todos que não encaram o trabalho como castigo ou obrigação, mas como fonte de prazer, alegria, auto realização e independência.
 
 
Stewalter Soares Moraes, contabilista, administrador de empresas, pós-graduado em gestão de pessoas, diretor de RH da ACE-Guarulhos e diretor da SHAMAR – Consultoria em Recursos Humanos.
 

 MOTIVANDO SUA EQUIPE ATRAVÉS DA INTEGRAÇÃO E SOLIDARIEDADE


Uma das maiores reclamações dos empresários refere-se à falta de motivação de seus colaboradores. As afirmações vão desde pequenos deslizes que poderiam ser evitados até o total desinteresse pelo trabalho.

 

Como consumidores que somos, é fácil perceber  e compartilhar essas preocupações; basta entrar em duas ou três lojas, ou ligar para algumas empresas. Os exemplos de falta de comprometimento são freqüentes.

 

Na verdade, a motivação é pessoal, individual. Simplificando, motivação é o motivo que nos leva à ação. Naturalmente, os meus motivos são diferentes dos das demais pessoas, e assim consecutivamente.  Portanto, cada um de nós precisa encontrar ou definir quais são os seus motivos, ou seja, quais são os seus objetivos e encher-se de entusiasmo para alcança-los. Isso é motivação!!

 

Assim, cabe ao líder, empresário ou gestor do negócio, estimular sua equipe a definir os seus objetivos e oferecer um ambiente organizacional onde os mesmos possam ser atingidos. Vale dizer: os colaboradores precisam enxergar que, através do trabalho na empresa, eles podem alcançar suas metas. Isso é motivador, isso é estimulante.

 

Mas, como se diz no futebol, é preciso jogar fácil e diminuir os espaços. Nem sempre temos condições técnicas ou financeiras de realizar um mapeamento do perfil de cada membro de nossa equipe. Assim, precisamos encontrar caminhos alternativos, de baixo custo e de eficácia satisfatória.

 

Faz parte da alma brasileira o relacionamento entre as pessoas, a convivência descontraída. Muitas vezes temos que nos policiar para não encerrarmos uma carta comercial formal com aquele gostoso “um abraço”. Também é inegável que  a solidariedade está presente na formação de nosso caráter. Nas campanhas de arrecadação de alimentos, promovidas por clubes de serviços em supermercados, é sensibilizante  ver a participação da população, especialmente das pessoas menos favorecidas. Todos querem fazer alguma coisa pelo seu próximo.

 

Portanto, relacionar-se com os demais e levar um pouco de conforto aos mais carentes são necessidades da maioria das pessoas; os momentos de convivência informal e as oportunidades de colaborar com os mais necessitados trazem muita satisfação ao brasileiro médio.

 

Em especial nesta época, as festas juninas ou “julhinas“ são uma ótima oportunidade para criar maior integração entre os colaboradores da equipe. O empresário ou o gestor poderia mobilizar alguns colaboradores para tocarem o projeto. Uma coisa simples, numa sexta-feira, final de expediente. Muita pipoca, amendoim torrado, bolo de milho, quentão e vinho quente fraquinhos ... Se preferir, cada colaborador pode ficar encarregado de trazer um prato de casa. Pronto, está aí um belo momento de confraternização entre os membros da equipe, gerando uma sinergia fantástica entre as pessoas, refletindo positivamente no trabalho e nos resultados da empresa.

 

Excelente iniciativa também é a realização de uma campanha de arrecadação de agasalhos, principalmente por causa deste inverno, que tudo indica, será mais rigoroso que os dos anos anteriores. Certamente as pessoas vão se mobilizar, conscientizar seus colegas, parentes, para que todos colaborem. Temos visto, em muitos casos, a participação de clientes, fornecedores e empresas vizinhas. Novamente, é importante atribuir a uma comissão de funcionários a organização do evento, a comunicação interna, a escolha da entidade ou comunidade que será beneficiada, a data e a cerimônia de entrega dos agasalhos arrecadados, etc. Tudo isso com a participação de todos os colaboradores.

 

Tais iniciativas têm custo relativamente baixo, são de simples operação e  tornam a equipe mais coesa e motivada, capaz de assumir novos desafios e ir além das tarefas formais de seus cargos. Neste momento, em que qualidade e preço do produto não são mais diferenciais competitivos, pessoas motivadas e comprometidas são indispensáveis para a sobrevivência do próprio negócio. Integração e solidariedade são um bom começo.

 

 

Stewalter Soares Moraes, contabilista, administrador de empresas, pós-graduado em gestão de pessoas, diretor de RH da ACE-Guarulhos e diretor da SHAMAR – Consultoria em Recursos Humanos.

 
 
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